| O uso do ácido hialurônico nos tratamentos faciais |
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| Estética - Facial | |
| Escrito por Acácia Lima | |
| Ter, 19 de Janeiro de 2010 14:26 | |
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Esthelis Basic Com o constante crescimento da indústria cosmética no Brasil e o avanço nas especialidades de procedimentos estéticos focados no rejuvenescimento facial e correção das imperfeições, até mesmo as pessoas mais bem informadas, ficam indecisas na hora de escolher a melhor técnica e suas respectivas indicações. E ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, a chegada da estação mais quente do ano não é motivo para que os tratamentos faciais sejam interrompidos. “Tão importante quanto cuidar do corpo para deixá-lo saudável e bonito, é manter os cuidados com a pele do rosto neste período e não deixar a visita ao dermatologista apenas para quando o verão acabar e, então iniciar um tratamento para correr atrás do prejuízo causado pela exposição solar”, afirma Fernando Gobbato, sócio-diretor da Dermalis, empresa que representa e comercializa no Brasil os produtos da Divisão Estética do Laboratório Anteis, com sede em Genebra, Suíça. Atualmente, dentre a variedade de tratamentos disponíveis para o rejuvenescimento facial, figura os produtos Mesolis, Esthélis e Fortélis, géis à base de ácido hialurônico, uma substância reabsorvível pelo organismo que se adapta aos contornos faciais, proporcionando naturalidade e durabilidade aos resultados. Para dar um panorama sobre os tipos de substâncias próprias para os tratamentos faciais, conversamos com o executivo que detalha as características do ácido hialurônico em comparação com outras opções de produtos existentes no mercado. Confira a entrevista. 1- O que era usado no tratamento facial antes do ácido hialurônico? Usava-se silicone em gotas para implantes, isto a partir dos anos 50. A partir dos anos 70, deu início ao uso das injeções de colágeno, advindas de proteína do boi ou do porco, além de tratamentos à base de ácido glicólico e ácido retinóico tópicos. O ácido hialurônco surgiu na década de 90, juntamente com a toxina botulínica. 2- Quais as matérias-primas que dão origem ao ácido hialurônico? Os produtos de gerações mais modernas são concebidos através de biofermentação de bactérias, transformadas em fibras de ácido hialurônico, adição de tampão fosfato e agentes reticuladores. Um longo processo de centrifugação forma o gel de ácido hialurônico reticulado, que apresenta resultados mais naturais, eficazes e duradouros. 3- Por que essa substância se tornou tão utilizada nos tratamentos dermatológicos e estéticos? O ácido hialurônico é uma substância que já se encontra naturalmente no corpo humano, e como a substância obtida em laboratório apresenta as mesmas características da que está no organismo, é considerada muito segura porque apresenta baixos índices de rejeição após as aplicações. 4- Quais as vantagens do ácido hialurônico em comparação com o PPMA utilizado na Bioplastia? O PMMA-polimetilmetracrilato é uma substância química, que de acordo com pesquisas e relatos, apresenta altos índices de rejeição e casos de reações adversas. Diferentemente do ácido hialurônico, que apresenta níveis baixíssimos de rejeição e é muito mais seguro para os pacientes, além de garantir resultados estéticos mais naturais. Outro fator de extrema vantagem é a possibilidade de sempre retornar ao estado original ou mesmo ir corrigindo as áreas tratadas de tempo em tempo, uma vez que o ácido hialurônico é reabsorvível. No caso do PMMA, que é um implante permanente, uma vez realizado o tratamento com resultado estético insatisfatório, a única maneira de se "voltar atrás" é por meio de cirurgia plástica. 5- Quais os diferentes tipos de ácido hialurônico existentes no Brasil? Hoje, estão no mercado as primeiras gerações de ácido hialurônico, como os produtos de origem animal e os ácidos hialurônicos bifásicos, assim como as gerações mais modernas de ácido hialurônico, como os produtos monofásicos monodensificados. Existe uma geração ainda mais moderna, que é monofásica e polidensificada, a qual permite injeções em planos mais superficiais da derme sem reações adversas, o que proporciona vantagens de rendimento e possibilidade de tratar áreas que eram consideradas de risco. No ano que vem, a Dermalis trará para o Brasil esta mesma geração de monofásicos polidensificados, com a adição de glicerol (substância com poder de hidratação), o que garantirá resultados de preenchimentos ainda mais duradouros combinados a uma hidratação da derme. 6- As pesquisas nesse mercado apontam para quais tipos de novos usos do ácido hialurônico nos tratamentos estéticos e dermatológicos? Hoje, a novidade aponta para o uso do ácido hialurônico em outras regiões do corpo, além da face, como por exemplo, a hidratação injetável com ácido hialurônico, que pode ser feita no colo, no pescoço, nas mãos, na barriga, no bumbum e nas pernas. Até então, se falava apenas em indicações faciais. O certo é que sempre estarão em avanço as tecnologias que serão empregadas na fabricação dos géis à base de ácido hialurônico que irão atender estas indicações, que representam mais segurança e melhores resultados para os dermatologistas e seus pacientes.
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