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Quem nunca olhou na folhinha para ver a fase da lua antes de cortar o cabelo que atire a primeira pedra. Verdades ou mentiras à parte, há muitas pessoas que agem de acordo com essas crenças.
Para o hairstylist André Czerwinski, do Vimax Art Hair Beauty em São Paulo, não há nada cientificamente provado, que torne esse mito verdade. Porém, várias mulheres e cabeleireiros levam isso em consideração, acreditando que a lua crescente faz os cabelos crescerem mais rápido, enquanto que a minguante realiza o contrário; ou que a lua cheia deixa os fios mais encorpados e a nova, seria a melhor lua para mudar o visual. “O que realmente tem de fundamento é que no verão, a luz solar ativa os hormônios e faz com que os fios cresçam mais rápido do que no inverno”, diz.
Muitas clientes vão ao salão de beleza com muitos mitos e caso o profissional não tenha conhecimento, acaba alimentando um conceito que não é verdadeiro, até mesmo, por falta de conhecimento. Ohairstylist Marcos Coraza, do Gilberto Cabeleireros diz que há clientes com a crença de que cortar o cabelo com navalha estraga os fios ou que se cortarem o cabelo bem curto, ele vai estragar os fios ou que se cortarem o cabelo bem curto, ele vai mudar a forma. "Eu digo sempre que o que estraga os fios fios são as lâminas velhas das tesouras ou navalhas. Já o cabelo, muda durante toda a vida. Quando cortamos curto e estamos numa fase de mudanças, o que vem novo é o fiorenovado", diz.
Um fator importante a se analisado quando se trata de corte de cabelo é a questão do tipo de cabelo que o cliente tem, afinal, não é porque uma pessoa viu um look na revista, que vai sair do salão com o cabelo daquela modelo ou atriz de uma determinada novela. “Não é só o tipo de cabelo, mas o estilo, rosto, tamanho do pescoço, nariz, orelha, etc, que influenciam no resultado e na escolha”, diz Marcos.
Hoje em dia, os salões de beleza possuem cabeleireiros formados em visagismo que pretendem analisar o perfil do cliente antes de fazer um determinado corte. Sobre essa questão, o hairstylist fala: “Ser visagista é saber avaliar rapidamente o perfil do cliente, seu porte físico e seu tipo de cabelo para fazer o corte adequado. O cliente deve estar atento se o profissional foi correto na sua avaliação ou apenas seguiu tendências”.
Para o cabeleireiro Phelipe Rootda, da Clínica Più Bella, no Rio de Janeiro, os cabelos lisos tem mais liberdade de alturas, medidas e formas; os cacheados, devem estar em harmonia com o rosto para que não percam o estilo e a altura. Variam entre o tamanho médio e longo, mas dependendo dos cachos, podem ser curtos (que estão em alta e com muita força). Já os crespos, possuem um detalhe muito importante, que é o comprimento e forma, porque é o que vai determinar o controle, já que se trata de um fio dependente do peso. Por isso, os cortes mais curtos têm de ser bem pesquisados.
"A mudança pode ser muito bem vinda ou ser a pior coisa que você já fez na sua vida. O motivo dela ser apenas uma coloração por exemplo, no qual pode ser corrigida caso você não goste é diferente de um corte mais curto em que o remédio é esperar crescer novamente.
Converse com um profissional e veja quais são as suas reais necessidades e o que está ao seu alcance para satisfazê-las de forma que seja uma mudança do bem e que vai te deixar feliz”, diz Phelipe. É sempre bom pensar no dia-a-dia e como vai ficar os cabelos sem o truque do salão de beleza. “Veja a adaptação para o seu rosto, as cores que devem também ser pesquisadas para interagir com a sua pele, olhos etc”, diz. O mais importante é compreender o que é mito ou verdade no que se refere aos cabelos, procurar um bom profissional que faça o melhor trabalho para o seu perfil e que os clientes saibam que ficar com um look igual o da revista, não é só uma questão de cortar ou mudar a cor de seus cabelos, mas sim, toda uma composição, jogos de luzes de estúdio, roupas, etc, que faz parte da produção de um determinado trabalho.
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