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Desde que o ser humano existe há vaidade no mundo. Pinturas nas cavernas trazem essa história, maquiagem indígena é coisa famosa, Cleópatra virou mito pela beleza. Hoje, a vaidade, mais do que nunca, virou indústria capaz de fabricar comportamentos e conceitos duvidosos, na maioria das vezes.
Entretanto, essa vaidade só é poderosa assim graças a uma outra: a vaidade da alma, ainda mais perigosa. Essa vaidade, mãe do orgulho e da "superioridade", no mínimo, provoca separações e arrependimentos muitas vezes irreversíveis.
E vamos ser justos, não é só mulher que se deixa arrebatar pela danada da vaidade: os homens, na ânsia de "demarcar território" (sim, a maioria ainda acha que precisa), faz muita bobagem para demonstrar poder (profissional, pessoal, afetivo). Quantas vezes esse homem vaidoso precisa de uma mulher bonita a tiracolo só para aparentar algum status? E nem estamos falando de interesse evidente e, sim, de relacionamentos de mentira que servem para disfarçar o vazio, a carência ou o medo de solidão. O assunto é vasto e seria preciso filosofar um bocado com os grandes nomes dessa nossa ciência para chegar, provavemente, a lugar nenhum.
O fato é que estamos sempre falando em ficar mais bonitas e bonitos, mais viçosos, aparentar mais juventude. Tudo isso é válido, desde que essa energia revigorada venha de dentro, fruto da honesta autoestima que eleva nosso moral e revitaliza nossa esperança na vida.
Sejamos lindas e lindos, sim. Mas, antes, sejamos verdadeiros.
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